Rede Concepcionista de Ensino  - Colégio Maria Imaculada - Rio de Janeiro-RJ

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Maria Imaculada

Rio de Janeiro-RJ

Notícias

Jun.
13

2019

A Cultura do Consumo

Vamos refletir um pouco? Podemos definir que a “Cultura” faz parte do nosso cotidiano, e o “Consumo” como um conjunto de processos socioculturais nos quais se realizam a apropriação e uso de produtos. No Ocidente durante a modernidade findou-se a “Cultura do Consumo” e desde então, hoje no mundo contemporâneo estamos mergulhados numa Sociedade de Consumo. Aquela que caracteriza-se pelo consumo massivo de bens e serviços disponíveis graças a elevada produção. Onde o que está em questão é: Consumo proporciona visibilidade social. Bens e serviços funcionam como ingresso de trocas sociais e serviços.
O consumo é um hábito, um estilo de vida, aceito em nossa sociedade, desde a infância não só pelo o estímulo incansável do mercado, mas também pela enorme pressão social que nos convida a consumir sem reflexão. Torna-se um mecanismo de busca de status de construção de sua imagem. Um processo de TER para SER.
Em meio a este cenário, surge uma grande preocupação: O Consumo pode se tornar uma doença? A resposta é “Sim”. “Oneomania”,uma patologia que define o consumismo compulsivo. É um problema que faz a pessoa buscar o prazer por meio de aquisição de diversos produtos, apenas pela sensação de comprar algo.
A família tem um papel de imensa influência neste processo de construção de sujeitos de uma sociedade de consumo, pois quando ela, a família, começa a deixar a sua função de educadora e de transmissora de valores e se torna mera provedora, através de um processo de “terceirização” da educação dos filhos, o consumo ganha uma dimensão perigosa dentro das relações familiares e começa a marcar presença nos mais diversos momentos e a substituir manifestações de carinho, atenção, orgulho e amor. Atitudes estas que são altamente necessárias no processo de desenvolvimento infantil.
Neste cenário os veículos de comunicação vêm ganhando cada vez mais espaços com uma publicidade que influenciam principalmente as crianças, a partir do momento que perceberam que elas são a principal influência de consumo em um lar. São assim bombardeadas por propagandas com mensagens diretas e indiretas as quais as incendeiam de sentimentos imediatistas, de um querer mais e mais sem por que e para que. São consumidas por um desejo de consumir a qualquer custo algo para que sintam o prazer da posse, da inserção na sociedade, marca de vencedor. E os pais? Estes acabam num duelo entre entregar-se a chantagem de seus filhos ou assumirem o papel de vilões? O que vimos com certa frequência no mundo de hoje, são pais que pela grande ausência de contato pessoal em consequência da falta de “tempo” com os filhos entregam como forma de recompensa o seu SIM, seja por não saberem lidar com as emoções expostas pelos eles supostamente geradas em meio à chantagem. Pais que não permitem que seu filho perda ou que seja rejeitado. “Ele tem que vencer!” Esta concepção é o que os movem. Sim, irá vencer hoje mediante a esta sociedade que se deixa manipular pela mídia. E amanhã esta criança será um adulto que saberá lidar com suas perdas e fracassos? Como lidará com suas frustrações?
Os pais devem prestar atenção àquilo que a criança é exposta, sua conduta e direção e estabelecer com seus pequenos uma postura de reflexão e estimular uma capacidade crítica. Ter clareza do que deseja para a formação dos seus filhos, transmitindo com firmeza seus valores e moral, e clarificar o que é desejo e o que de fato é direito. Formar cidadãos conscientes neste mundo que hoje tanto oferta.
“Posso me expor sabendo que existem coisas que eu quero e posso ter, outras que eu desejo e não posso ter neste momento, mas um dia terei.”