Rede Concepcionista de Ensino  - Colégio Maria Imaculada - Rio de Janeiro-RJ

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May.
03

2019

Rodas de Conversa II

Prevenção ao suicídio
Se o suicídio entre adultos já está envolto por silêncios e tabus, é ainda mais entre crianças e adolescentes. A sociedade, em geral, não aceita a ideia de que eles possam querer se matar. Porém ter pensamentos suicidas uma vez ou outra não é anormal. Eles são parte do processo de desenvolvimento normal da passagem da infância para a adolescência, à medida que se lida com problemas existenciais e se está tentando compreender a vida, a morte e o significado da existência. Pensamentos suicidas se tornam anormais quando a realização desses pensamentos parece ser a única solução dos problemas para as crianças e os adolescentes. Temos então um sério risco de tentativa de suicídio ou suicídio.
Porque eles tentam se matar?
O sentimento de abandono, a experiência de abusos físicos ou sexuais, a desorganização familiar, o desajustamento na escola ou em casa e a desesperança em relação ao futuro são alguns dos fatores que aparecem como motivadores. Pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde revelou que 36% dos estudantes com idades entre 15 e 19 anos manifestavam “ideação suicida”, ou seja, pensavam em se matar.
Outro elemento que parece contribuir é o acesso fácil, instantâneo e detalhado a qualquer tipo de informação, propiciado pela web. Nos últimos anos, houve exemplos de adolescentes brasileiros que tiveram o suicídio assistido e incentivado via internet.
• Alguns sinais importantes que podem dar indício de que há algum risco:
- Uso de drogas: é uma forma de fugir dos problemas e, além disso, podem favorecer algum estado depressivo.
- Alterações de conduta: tornar-se agressivo, começar a faltar às aulas, piorar o desempenho escolar, dormir demais ou muito pouco, comer muito ou quase nada e isolar-se são mudanças de comportamento que devem ser acompanhadas de perto
- Desorganização familiar: a sensação de abandono e de falta de atenção pode levar a criança a atitudes extremas.
- Perceber os casos de violência escolar, pois o “bullyng” está associado em algumas situações.
Como agir?
- Mantenha uma atitude não julgadora;
- Desenvolva uma escuta atenta sobre os problemas e angústias dos adolescentes, promovendo momentos para a expressão de seus sentimentos;
- Expressão de carinho no ambiente familiar, onde a criança sente-se acolhida e valorizada na sua casa;
- Ressalte a esperança na possibilidade de melhora pela psicoterapia, pela medicação antidepressiva ou no auxílio de intervenções religiosas; otimizando uma comunicação segura e de confiança com a criança ou adolescente.
- Mantenha-se vigilante em relação aos sites frequentados;
- Peça ajuda de um profissional.
Fonte: Cartilha de prevenção ao suicídio. Associação brasileira de Psiquiatria (2014).
Prevenção do Suicídio. Um manual para professores e educadores. Organização Mundial de Saúde(2000)